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segunda-feira, 16 de agosto de 2010

baú digital [02]

JULHO, 2002

Quanto Amor Ainda Resta

Quanto amor ainda resta?
Perguntei-me ao coração
Na espera por resposta
Em completa solidão
Lembranças bateram à porta
Entraram e fizeram a festa

Quanto amor ainda resta?
Da mente certa o peito duvida
A luz que falta cega
Renova a dor, rouba sentidos

No doce aguardo, puro rancor
Resposta não veio, ainda perdido
Dúvida se fez completa

Quanto amor ainda resta?
Ainda dúvida
Resposta não se ouve, apenas sente
A pura verdade, de quem não mente
De forma lúcida
Não tem pressa

Mas responde
C'uma pureza sábia:

Infinita é minha fonte
Bebe de minha alma
Quem se interessa!

segunda-feira, 30 de novembro de 2009

guardanapo 04

Gostava quando aplaudiam seu canto,
mas não tinha coragem de admitir
que por isso cantava.
Não achava que merecia os aplausos.

Local: não lembro.
Data: 23/09/2009.
Guardanapo: mensagem de texto no celular.

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

E viva o backup -nova série: "baú digital"

Essa eu desenterrei, remexendo num de meus baús virtuais, entre TXTs e DOCs antigos..

DEZEMBRO, 2003


São apenas lágrimas, vai passar.

A dor da saudade eu até aguento
Mas a dor de saber
Que a tua dor sou eu
Me tira o sono
Me mata a fome
Me seca a sede
De viver
De acordar pra mais um dia
Mais um dia
Pra que?

Dá vontade de chutar o balde,
De largar tudo.
Deixar todos, fugir.
Mas fugir pra onde?
Qual lugar eu posso ir?
Responde!

Não, eu não posso fugir.
Minha vida não é só eu,
Ela mexe com outras vidas.
Se eu fugir em prantos
Causaria dor
Criaria feridas
Em muitos que eu amo
Tanto

O que fazer?
O que eu sempre fiz:
Jogo tudo no porão do peito
Tranco lá e sigo adiante.
Espero pelo próximo feito
E torço pra que o porão
Seja grande o bastante.

Eu devia era me acostumar
É sempre assim.
São apenas lágrimas,
Vai passar...
Um dia isso chega ao fim.

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Haikai

Esta forma poética originalmente japonesa consiste, em sua essência, de concisão e objetividade.
Até onde sei, há três vertentes que defendem modos diferentes de aplicar o haikai no Brasil. 
Me incluo em nenhuma e todas elas. Às vezes Gosto da métrica e da rima, outras não. O que sempre me agrada é a simplicidade objetiva.

E lá me vou
Tateando o nada
Outra vez

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

guardanapo 03

"O barulho ensurdecedor
das vozes alheias
não diminui o silêncio
que tua falta faz."

local: não faço a mínima, com certeza um lugar BEM barulhento
data: também não faço a mínima, mas sei que faz muito tempo. Morava em Recife ainda
guardanapo: msg de texto no celular

quinta-feira, 24 de janeiro de 2008

guardanapo 02

o apreço apressa a pressa
de chegar
que eu já cansei
de vagar divagando devagar



quando: hoje
onde: no carro
guardanapo: memória mesmo.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2007

guardanapo 01

Da nova série "guardanapo".
O verdadeiro.
O que dá nome a este blog.

Aquilo que escrevemos/compomos/criamos -enfim, e que nunca mais nos lembraríamos, não fosse o guardanapo de bar.
Nesta série (claro que apenas quando for possível), além do produto, terá também informações de data, local e o tipo de guardanapo utilizado.

data: não lembrada
local: não lembrado
guardanapo: mensagem de texto do celular.
conteúdo:
"Ah, mulheres!
Se todas fossem iguais a ti
Eu não poderia rir
De nenhuma delas."

Não lembro nem o que quis dizer com isso...