Mostrando postagens com marcador baú digital. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador baú digital. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

baú digital [02]

JULHO, 2002

Quanto Amor Ainda Resta

Quanto amor ainda resta?
Perguntei-me ao coração
Na espera por resposta
Em completa solidão
Lembranças bateram à porta
Entraram e fizeram a festa

Quanto amor ainda resta?
Da mente certa o peito duvida
A luz que falta cega
Renova a dor, rouba sentidos

No doce aguardo, puro rancor
Resposta não veio, ainda perdido
Dúvida se fez completa

Quanto amor ainda resta?
Ainda dúvida
Resposta não se ouve, apenas sente
A pura verdade, de quem não mente
De forma lúcida
Não tem pressa

Mas responde
C'uma pureza sábia:

Infinita é minha fonte
Bebe de minha alma
Quem se interessa!

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

E viva o backup -nova série: "baú digital"

Essa eu desenterrei, remexendo num de meus baús virtuais, entre TXTs e DOCs antigos..

DEZEMBRO, 2003


São apenas lágrimas, vai passar.

A dor da saudade eu até aguento
Mas a dor de saber
Que a tua dor sou eu
Me tira o sono
Me mata a fome
Me seca a sede
De viver
De acordar pra mais um dia
Mais um dia
Pra que?

Dá vontade de chutar o balde,
De largar tudo.
Deixar todos, fugir.
Mas fugir pra onde?
Qual lugar eu posso ir?
Responde!

Não, eu não posso fugir.
Minha vida não é só eu,
Ela mexe com outras vidas.
Se eu fugir em prantos
Causaria dor
Criaria feridas
Em muitos que eu amo
Tanto

O que fazer?
O que eu sempre fiz:
Jogo tudo no porão do peito
Tranco lá e sigo adiante.
Espero pelo próximo feito
E torço pra que o porão
Seja grande o bastante.

Eu devia era me acostumar
É sempre assim.
São apenas lágrimas,
Vai passar...
Um dia isso chega ao fim.